Muito antes do atual crescimento dos trailers e motorhomes no Brasil, associações estaduais já reuniam famílias, organizavam encontros e mantinham viva a cultura campista. Em São Paulo, uma dessas histórias começou em 1999 e continua sendo escrita até hoje.
O campismo brasileiro vive um momento de transformação.
Novos trailers e motorhomes chegam às estradas, surgem campings, eventos ganham público e cada vez mais pessoas descobrem uma maneira diferente de viajar e conhecer o Brasil.
É uma ótima notícia.
Mas, para entender o momento atual, também precisamos olhar para quem ajudou a manter essa história viva quando o caravanismo brasileiro era muito menor.
Durante muitos anos, foram as associações estaduais de campismo e caravanismo que reuniram famílias, organizaram encontros, estimularam viagens e criaram laços entre pessoas que compartilhavam a mesma paixão.
Elas fizeram isso quando não existia toda a visibilidade que existe hoje. E continuam fazendo.
É para reconhecer esse trabalho que o Bora Pro Camping inicia uma série de reportagens sobre as associações campistas brasileiras.
Nossa primeira parada é em São Paulo. E começamos colocando o Pé na Estrada.
Quando São Paulo decidiu formar seu próprio grupo
No final dos anos 1990, já existiam grupos organizados de proprietários de veículos de recreação em alguns estados brasileiros.
O questionário histórico respondido pelo atual presidente do Pé na Estrada, Edgar Lombardi, recorda organizações como Rodamundo, em Santa Catarina; Rancho Móvel, no Rio Grande do Sul; e Grupo dos Estradeiros, no Paraná.
São Paulo, apesar de possuir um número significativo de proprietários de trailers e motorhomes, ainda não contava com uma organização semelhante.
Foi nesse ambiente que começaram as conversas para reunir os campistas paulistas.